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A Cacatua

Obs: Aos amigos que queiram divulgar o texto abaixo, por gentileza citem a fonte: www.cacatuabrasil.com.br

      Cacatuas são aves psitaciformes, pertencentes à família Cacatuidae, fazendo parte dos psitacídeos: 

Cacatua_alba.jpg Cacatua_ducorpsii.jpg Cacatua_galerita.jpg Cacatua_goffiniana.jpg
Cacatua Alba 
(Cacatua Alba)
 Cacatua Ducorpsii 
(Cacatua Ducorpsii)
Cacatua Galerita 
(Cacatua Galerita)
Cacatua Golfinia
(Cacatua Goffiniana)
       
Cacatua_moluccensis.jpg Cacatua_ophthalmica.jpg Cacatua_pastinator.jpg Cacatua_sanguinea.jpg
Cacatua Moluca
(Cacatua Moluccensis)
 Cacatua Ophthalmica 
(Cacatua Ophthalmica)
Cacatua Pastinator 
(Cacatua Pastinator)
Cacatua Sanguínea
(Cacatua Sanguinea)
       
Cacatua_sulphurea.jpg Cacatua_tenuirostris.jpg Callocephalon_Fimbriatum.jpg Calyptorhynchus_banksii.jpg
Cacatua Sulfurea 
(Cacatua Sulphurea)
 Cacatua Tenuirostris 
(Cacatua Tenuirostris)
Callocephalon Fimbriatum 
(Callocephalon Fimbriatum)
Calyptorhynchus Banksii
(Calyptorhynchus Banksii)
       
Calyptorhynchus_Funereus.jpg Calyptorhynchus_Lathami.jpg Eolophus_Roseicapillus.jpg Lophochroa_Leadbeateri.jpg
Calyptorhynchus Funereus 
(Calyptorhynchus Funereus)
 Calyptorhynchus Lathami 
(Calyptorhynchus Lathami)
Eolophus Roseicapillus 
(Eolophus Roseicapillus)
Lophochroa Leadbeateri
(Lophochroa Leadbeateri)
       
Nymphicus_Hollandicus.jpg Probosciger_Aterrimus.jpg    
Calopsita 
(Nymphicus Hollandicus)
Probosciger Aterrimus 
(Probosciger Aterrimus)
   

 


A Família Cacatuidae divide-se em 7 gêneros que totalizam 18 espécies e várias subespécies, conforme abaixo: 

 

1) Cacatua (Cacatuas Brancas)

Cacatua Alba

Cacatua Ducorpsii

Cacatua Galerita

 Cacatua Galerita Fitzroyi

 Cacatua Galerita Triton 

 Cacatua Galerita Eleonora 

 Cacatua Galerita Queenslandica

Cacatua Goffiniana

Cacatua Haematuropygia

Cacatua Leadbeateri (Cacatua Inca)

 Cacatua Leadbeateri mollis

Cacatua Moluccensis (Cacatua Molucas)

Cacatua Ophtalmica

Cacatua Pastinator

 Cacatua Pastinator Derbyi

Cacatua Sanguinea (Cacatua Corela)

 Cacatua Sanguinea Gymnopis

 Cacatua Sanguinea Normantoni 

 Cacatua Sanguinea Transfreta 

 Cacatua Sanguinea Westralensis

Cacatua Sulphurea  (Cacatua Sufúrea)

 Cacatua Sulphurea Parvula 

 Cacatua Sulphurea Abbotti 

 Cacatua Sulphurea Citrinocristata 

Cacatua Tenuirostris

2) Callocephalon (Cacatua Gang-Gang)

 Callocephalon Fimbriatum


3) Calyptorhynchus (Cacatuas Pretas)

Calyptorhynchus Banksii

Calyptorhynchus Funereus

Calyptorhynchus Lathami 


4) Eolophus (Cacatua Galah)

 Eolophus Roseicapillus


5) Lophochroa (Cacatua Rosa)

 Lophochroa  Leadbeateri


6) Nymphicus (Calopsita)

 Nymphicus Hollandicus

 

7) Probosciger (Cacatua-das-Palmeiras)

 Probosciger Aterrimus

 

     São muito semelhantes aos papagaios em relação ao bico em formato curvado, s parte superior do bico, maior que a inferior, tem relativa mobilidade. Termina em um gancho pontudo, que utiliza para se alimentar e escalar. A língua costuma ser grossa e áspera. As cacatuas têm distribuição geográfica restrita à Oceania, mais precisamente nas florestas australianas e em ilhas vizinhas do Pacífico. No habitat natural são bastante barulhentas e pés com grande capacidade de movimentação, usados para andar, subir em árvores e levar comida à boca. São especializadas em comer sementes e quebrar nozes. Reúnem-se em grandes bandos, vivem em ambientes relativamente úmidos e têm cauda curta. Elas têm costumes de se alimentarem principalmente no solo.

     Pés - Usam-nos para andar, subir em brinquedos e escalar objetos (ou a gaiola), pegar a comida e levá-la à boca. A morfologia dos pés é zigodáctila  (dois dedos para frente, dois para trás). 

     As cacatuas têm uma expectativa de vida que varia de 30 a 75 anos. São aves extremamente dóceis e brincalhonas, se tratadas desde filhotes, tornando-se ótimas companheiras. 

     Com bastante treino podem aprender a cantar e a falar. Atingem tamanho que variam de 35 a 70 centímetros dependendo da espécie. O que torna a Cacatua particular é a sua crista, que levanta e abaixa dependendo do seu estado de humor. Outro aspecto a ter em conta é a inteligência destes bichos, que aprendem com muita facilidade a abrir gaiolas e a pegar em pequenos objetos como isqueiros, canetas, relógios, pulseiras, cordões, dentre outros, podendo representar um perigo para o animal. Portanto, cuidado caso sua Cacatua tenha acesso a pequenos objetos. É importante deixar estas pequenas coisas longe de seu alcance. Uma das formas de minimizar este problema é ter alguns brinquedos próprios para ela ou também dar-lhe nozes ou castanhas para lhe entreter. 

     Se sentirem-se esquecidas ou abandonadas, tendem a arrancar as penas e a destruir tudo o que tenham à volta, seja plantas, mobília, eletrodomésticos e até mesmo roupas. Não é difícil encontrar criadores cujas Cacatuas se depenam, pois necessitam de atenção diária.

     Na Europa e especialmente nos EUA, onde é reproduzida em cativeiro há anos, já se tornou bem popular, sendo os norte-americanos um dos maiores exportadores. Nestes países, há brinquedos e gaiolas sofisticadas especialmente fabricadas para ela, diversas publicações e vídeos sobre sua criação, como os que ensinam a amansá-la e a fazer truques: andar de patins, pegar objetos etc. No Brasil tem crescido o número de Cacatuas e tem sido lançados brinquedos e viveiros especialmente para elas, que também podem ser os mesmos para pássaros de grande porte.

     Devido ao porte relativamente grande, exige espaço em viveiros individuais para ficar dentro de casa ou viveiro maior para reprodução. No entanto, como é bastante ativa, se criada em espaço reduzido, necessita entretenimento e constante ocupação. Do contrário, pode desenvolver vícios como o de gritar alto, de destruir com o bico tudo ao redor e até de arrancar as próprias penas. A solução é mantê-la ocupada com coisas para bicar e mastigar: poleiros e brinquedos de madeira ou os importados próprios para ela; ossos de couro de boi para cães e alimentos de "difícil acesso", como nozes, sementes, castanhas, vagens etc. Por causa de tal comportamento de sua monogamia, aconselha-se, de preferência, manter um casal. Se for mais de um par, devem ser mantidos distantes, pois costumam se agredir causando ferimentos e até morte.

     Existem algumas variações de comportamento entre espécies, que merecem atenção pois influenciam diretamente na criação. Há, por exemplo, as que têm mais facilidade em aprender a falar, as bem barulhentas e as que se apegam tanto ao dono que não admitem ser manipuladas por outras pessoas.

Comportamento de algumas Cacatuas: 

Cacatua Galerita – Interage facilmente com pessoas, fala bem, tem voz clara, aprende truques. 

Cacatua Sulphurea - Muito apegado ao dono, evita outras pessoas, dócil, tímida, ideal para lar calmo. 

Cacatua Moluccensis - Barulhenta, fala bem com voz rouca, adora roer, se dá bem com pessoas. 

Cacatua  Roseicapillus - Fácil de manter, fala bem, adora roer.

Quando estiver calor é aconselhável que borrife as suas penas com um borrifador. Na Natureza, estas aves vivem em ambientes relativamente úmidos, sentindo a necessidade desses borrifos.

Alimentação:

      Deve ser composta de girassol (10% apenas), milho verde cru e grãos variados. De preferencia submetidos a 24 horas de molho e fervidos por 10 minutos, deixando escorrer a água (trigo, cevada, aveia, arroz com casca, cevada, sorgo, centeio, feijão, ervilha, soja) e diversas frutas com casca, verduras com o talo (excluir alface que dá diarreia) e legumes, tudo picado. Varie 3 itens de cada (grãos, frutas, verduras e legumes).  A alimentação destas aves pode ser adquirida em uma casa rações, de preferência misturas nutritivas, parecidas com a de papagaio e devem ser considerados ainda suplementos de frutas ou suplementos vitamínicos.

      O ideal é forneceder ração extrusada, pois é um alimento que funciona com uma ótima digestão e contém exigências nutricionais específicas para cada tipo de pássaro, ou seja, foram desenvolvidas especialmente para cada espécie/família. Além da grande maioria conter prebiótico que promove o crescimento seletivo de bactérias benéficas presentes nos intestinos, diminuindo por competição os micro-organismos patogênicos e prevenindo infecções intestinais. 

      Seu uso evita problemas nutricionais, como excesso de gordura e deficiência de vitaminas, freqüentes nas dietas à base de sementes. Elaborada com ingredientes selecionados, vitaminas e minerais de alta qualidade, esta alimentação apresenta as cores, textura e aroma mais agradáveis aos pássaros. Proporciona considerável economia, já que o consumo é cerca de 30 a 40 % menor que o volume de sementes que seriam utilizadas, em função das cascas e do desperdício de sementes pelos pássaros.

      Podemos dizer que é o mesmo caso de rações para cães, gatos e peixes, que são muito utilizadas hoje em dia. Porém alguns criadores ainda tem receio quanto ao uso da extrusada. Mas, caso você tenha dúvida, entre em contato com o fabricante pedindo maiores informações ou pesquise mais na internet, com certeza acabará optando também pela ração extrusada. Podemos dizer aos que ficam em dúvida: “Os engenheiros alimentares não estudaram anos e anos para fazer algo que não desse resultado”. Portanto, quebre esse paradigma e forneça ração extrusada para seu pássaro, o resultado é ótimo.

      A nutrição das aves evoluiu consideravelmente e surgem cada vez mais as dietas prontas disponíveis e as tabelas de dietas caseiras com produtos frescos, de forma a dar uma alimentação o mais completa possível às aves. As antigas dietas à base de sementes eram passíveis de causar problemas, devido ao excesso de vitaminas e proteínas e muitas aves sofriam de problemas renais. As atuais (extrusadas) à base de sementes e rações corrigiram o problema e são muito mais seguras. 

      Outro ponto importante a se falar, é que os criadores de aves e os veterinários têm trabalhado cada vez em conjunto em conjunto, o que não se verificava há algum tempo atrás, pois devido à precariedade do serviço prestado os criadores optavam por tentar eles mesmos solucionar os seus problemas. Mesmo assim, é compensador verificar um aumento significativo de profissionais com formação adequada, embora o seu universo ainda seja um pouco mais reduzido do que o desejável.

      Além da alimentação extrusada, deve ser oferecido:

      Frutas: Maçã (sem semente), manga, laranja, goiaba, pera, kwi, acerola, uva etc.

    Legumes: Jiló, beterraba, pimenta dedo-de-moça (moderadamente), pimentão (muito cuidado com agrotóxicos), cenoura (preferem levemente cozida, sem sal), milho-verde, abóbora, abobrinha, pepino, berinjela, vagem, couve-flor, brócolis, repolho, batata-doce (cozida e sem sal), quiabo etc.

      Verduras: Almeirão, couve (também gostam do talo), chicória, espinafre, rúcula etc.

      ATENÇÃO: Alimentos que causam problemas: Alface (provoca diarréia), Agrião (irrita as mucosas do estômago e do intestino. Principalmente os Psitacídeos toleram mal o agrião), Fermentados (pão, bolo, etc.), Leite (as aves não possuem no organismo a enzima que processa o leite), portanto não forneça. 

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      Caso sua preferência de manejo seja alimentação à base de sementes, é encontrado em casas do ramo misturas específicas para papagaios, inclusive com frutas desidratadas.

      Se a alimentação principal for a ração extrusada, forneça a mistura de sementes apenas uma ou duas vezes por semana, como forma de petisco, pouca quantidade apenas para se divertirem. Porém, cada Cacatua tem uma aceitação. Umas não chegam perto de beterraba, por exemplo, outras comem bem. Portanto, o melhor é oferecer de forma rotineira, fazendo com que a ave se acostume com tal alimento.

       

ATENÇÃO: Caso a alimentação principal da sua ave for sementes, muito cuidado com o excesso de semente de girassol. É muito gorduroso (problemas no fígado e obesidade), além de possuir um fungo (toxinas) que pode causar doenças nas aves. Dê preferência por sementes que passaram por processo de limpeza (ventilação), uma alimentação balanceada só tem benefícios às aves.

      Mesmo que a Cacatua não se adapte a um determinado alimento, insista. Pois ele adapta-se com o decorrer do tempo. Com o tempo, ele vai aumentando o consumo, portanto, não deixe de fornecer algum alimento, caso ele nem "belisque" nas primeiras vezes. Quando filhotes a aceitação é mais fácil, portanto diversifique bastante os alimentos complementares para os filhotes.

      Portanto, atente-se quanto à alimentação, o ideal é intercalar um dos alimentos "extras" como verduras, legumes e frutas em quantidade para que não se satisfaça assim, o pássaro terá que comer a principal alimentação, que é extrusada ou sementes.

      Nunca tente reutilizar alimentos que caem no fundo da gaiola! O custo com o desperdício certamente é muito menor do que a perda da Cacatua ou gastos com veterinário, tenha sempre isso em mente!

      Também é importante sempre ter à disposição dos pássaros um bloco de cálcio, que no caso das cacatuas, deve ser utilizado o extra-duro. Encontrado facilmente nas casas do ramo. Além de suprir as necessidades de cálcio, ajudam a desgastar e afiar os bicos. 

      O equilíbrio da alimentação deve ser observada com atenção. Uma boa alimentação resultará em aves sadias, com plumagem impecável e muito tranquila, além de favorecer bastante uma boa reprodução.

      Água: Você gosta de beber água limpa, certo? Pois bem, as aves também. Deve ser trocada de preferência 2 vezes ao dia, logo pela manhã e no final da tarde, ou de acordo com a necessidade, porém o mínimo é que seja trocada 1 vez ao dia. Dê preferência por água sem cloro ou produtos que possam prejudicar as aves.

      Caso não seja possível oferecer água sem cloro (mineral), pelo menos ofereça água filtrada, pois muitas infecções bacterianas são transmitidas para as aves em geral através da água.

 

Instalação:

 


      
Gaiola grande evita o excesso de "roídas". Para acomodação interna - gaiolão individual (60cm de profundidade x 60 de largura x 60 de altura, no mínimo) ou viveiro (120 x 60 x 60 cm) com fio 14 e malha espaçada em 2,5cm. Caso seja acomodação externa - viveiro sem vigamento de madeira (roem), chão de cimento um pouco inclinado, com 7,2 x 1,8 x 2,4 m no mínimo ou 3,5 x 2 x 2,50 m (zoológico de São Paulo). Para reprodução - viveiro de 3 x 1,2 x 1,2m, erguido a 1,20 m com apoio de ferro ou concreto. Fechado dos 6 lados com tela igual, formando um ambiente no fundo, fechado por folhas de zinco que avançam 1 metro pelas laterais e coberto por telhas de barro, com a frente para o Norte para pegar sol matinal. Poleiros de galho, ásperos e redondos com 2 a 6 cm de diâmetro. Comedouro e bebedouro de cerâmica esmaltada ou aço inox, instalados a 1 metro do chão.


Reprodução:

      
Atinge a maturidade sexual com 4 a 5 anos. Bota de 2 a 5 ovos que incuba por cerca de 30 dias. O macho ajuda a chocar e alimentar os filhotes. Estes comem sozinhos a partir dos 4 meses, em média. Para amansar separe dos pais com 15 a 25 dias e alimente na mão a cada 2 horas. Ninho externo de caixa de madeira dura, como eucalipto, de 60 x 60 x 60cm (zoológico de São Paulo). Ou de 1 m x 30 x 30cm ou interno, de tronco oco de árvore com cerca de 1 m x 30 cm de diâmetro, vertical, parcialmente inclinado, com entrada no topo. Entrada sempre de 30 cm. O casal pica lascas de madeira e forra o ninho.

 

 

Dicas:


Potes/Comedouros:

      Dê preferência para potes de aço inox, pois possuem a bicada muito forte e podem quebrar potes de outros materiais.

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Brinquedos:


      
Você mesmo pode fazer o brinquedo, com poleiro (de preferência o de pinus de cor bem clara), fazendo o tingimento com anilina comestível na cor que quiser. É um procedimento fácil e rápido, na internet encontrará videos de como proceder para fazer o tingimento de madeira com anilina comestível, mas o procedimento é simples: Corte os pedaços de madeira, fure-os, coloque água para ferver e adicione anilia comestível até chegar a cor que quiser (quanto menos água e mais anilia, terá cores bem bacanas) deixe ferver por 2 minutos e deixe secar sob um pano ou guardanapo de papel. Após, monte os brinquedos conforme sua imaginação, pode utilizar peças de plásticos que não sejam tóxicos, pedaços de couro crú etc. enfim, dê asas à sua imaginação. 
Todo psitacídeo gosta de interagir com brinquedos, mesmo sendo ave arisca e também precisam roer algo para desgastar o bico. 



Banho de sol:
 
      A gaiola ou viveiro fica algum período do dia exposta ao sol? Preferencialmente no período da manhã, caso sim, ótimo! Caso não vamos lá: As aves enxergam os raios UV que fazem parte da luz natural do sol. Elas utilizam os raios UV para a alimentação e para a reprodução.
 
      Uma ave em cativeiro pode ficar privada da radiação UV. Os raios UV da luz do sol que entra pela janela são eliminados por vidros e cortinas. Além disso, as fontes normais de iluminação doméstica não emitem UV. A vida sem os raios UV para as aves seria como se os seres humanos vissem tudo a preto e branco.

      Quando um pássaro não tem acesso a luz solar direta, a luz UV deve ser fornecida. A luz utilizada comercialmente não oferece os raios UV e distorcem a cor natural do pássaro. No mercado existem lâmpadas própria que foram projetadas para fornecer o nível correto de UV para o pássaro, e exibir suas cores verdadeiras. 
Essas lâmpadas não são baratas, mas criadores que utilizam reconhecem os benefícios. Mas, “igual ao sol, não há”! Ou seja, tente adaptar para que o viveiro ou gaiola passe algum tempo do dia, preferencialmente na parte da manhã no sol. Ou mesmo que uma vez por semana, você tenha que levar a gaiola para que o pássaro tome banho de sol, é muito importante.
 
 
Limpeza/Desinfeção:
 
      É importante que o local da criação seja limpo constantemente, pois caso contrário, ocasionará no aparecimento de pragas como: piolhos, formigas, carunchos etc. Os poleiros devem ser lavados de acordo com a necessidade, verifique e acompanhe quando é hora de lavá-los. Para lavar, utilize sabão neutro, enxague bem e deixe secar ao sol. Já o ambiente, deve ser lavado o mínimo de uma vez por semana.  Existem vários desinfetantes próprios para limpeza de planteis, custam em média de 30,00 e duram bastante tempo, pois são concentrados. Para o fundo das gaiolas e grades, também utilize lavagem com sabão neutro e secagem ao sol. Lembre-se: a perda de um pássaro tem um prejuízo financeiro muito maior do que um custo para aquisição de materiais de limpeza e tempo para execução, além de trazer uma perda sentimental. Portanto, cuide da sua ave! 
 
Doenças:

      Não falaremos aqui especificamente de cada aspecto ou doença, pois existem muitas e também qualquer problema de saúde deve ser acompanhado por um veterinário. 
O que orientamos é que sempre verifique a saúde do seu pássaro, seja com acompanhamento diário (olhando bem as aves) ou através de exames laboratoriais. Existem vários laboratórios que fazem exames específicos para cada tipo de doença em ave ou o check-up das principais doenças, a fim de monitorar a boa saúde das aves. Não dê medicamento sem necessidade para sua ave e muito cuidado com antibiótico, apenas com orientação veterinária forneça.
 
      Mas, saiba que para evitar muitas doenças, a higiêne é fundamental, ou seja, um local sempre limpo e desinfetado com certeza será local propício à boa saúde dos pássaros.
 
      Piolhos: Uma dica para este mal que qualquer ave está exposta, pois eles chegam até mesmo através do vento (alguma ave que passou por perto etc), é sempre verificar se a ave “se cossa” com as patas. Caso positivo, pode ter certeza que está com piolho (ou algum tipo de sarna ou ácaro). Extinguir com os piolhos de uma vez por todas é praticamente impossível, pois como falamos acima, pode vir de qualquer lugar, de uma ave que passou pelo local (pardais, pombas...), então a manutenção é o mais indicado. Durante 2 ou 3 dias, utilize 3 gotas de vinagre de maçã na banheira, para que o pássaro tome banho. Faça isso a cada 3 meses, mesmo que ele não apresente sinais de piolhos. Caso a infestação de piolho for grande, pois pode ocorrer em tempo quente e principalmente dentro de ninhos no período de choca, imediatamente limpe toda a gaiola, verificando todos os “cantinhos”, principalmente os frestas dos poleiros, limpe muito bem os ninhos, se for necessário, troque por um novo e jogue fora o atual.
 

      No mercado pode ser encontrado óleo de neem, que é um repelente natural contra piolhos. Também existem folhas de neem desidratadas, que podem ser colocadas junto com a serragem dos ninhos. Mesmo assim, caso a população de piolhos continue, faça uma dedetização com piolhicida. (Prefira piolhicida liquido e aplique próximo das gaiolas). Também existem piolhicida em pó, porém são produtos tóxicos (venenos) e com o vento, pode levar até os olhos das aves, comidas etc causando irritação e malefícios à saúde das aves. 


Quarentena:

      O que significa quarentena? - É uma denominação dada ao isolamento temporário de aves em geral, ao chegarem a um novo ambiente, para avaliação de seu estado como medida preventiva de controlo de doenças e com isso evitar a sua transmissão.

      O período aproximado da quarentena é de 20 a 30 dias.

      Durante a quarentena, as aves recém-chegadas ficam acomodadas em ambiente isolado do restante da criação e, nesse período, quando possível, devem ser feitos exames clínicos e laboratoriais (parasitológico de fezes), etc, para que as aves possam ser devidamente tratadas antes de serem transferidas para o mesmo local das restantes aves, evitando assim possíveis problemas de saúde.


Chocadeira Artificial:

      As chocadeiras ou incubadoras são equipamentos artificiais que servem para fazer o mesmo efeito de uma incubação natural, ou bem próximo disso. Podem ser utilizados para chocar ovos de aves de pequenos à grande porte e também répteis. Bastante utilizada para incubação de galinhas e codornas, vem ganhando grande espaço dentre os criadores de aves de médio e grande porte.

      Em alguns casos, o uso da incubação artificial tem taxa de nascimento maior do que incubação natural, pois na chocadeira temos a possibilidade de regular a temperatura e umidade de forma digital através de termostatos, chegando ao nível exato que cada espécie necessita para o desenvolvimento dos embriões até o nascimento dos filhotes.

chocadeira_ovos.jpg

   A temperatura para a incubação dos ovos, a temperatura de 37.5°C (podendo variar dentre os criadores de 37.2 a 37.7°C) e umidade de 52% (pode ser entre 50 a 55%), aliás, uma curiosidade é que a maioria das aves pode ser chocada com essa temperatura de 37.5°C.

     Existem no mercado, chocadeiras que tem rolagem automática dos ovos (evitando que grudem na casca, sendo recomendada a rolagem a cada 4 ou 6 horas) e com regulador de umidade digital. Algumas com regulador manual de umidade também funcionam, porém a digital é mais prática. Também possuem sistema de ventilação forçada, que faz com que a temperatura se estabeleça por todo interior do equipamento, fazendo com que a temperatura dentro da chocadeira seja a mais uniforme possível em todos os locais internos.

      Em regiões muito quentes, o uso da chocadeira requer cuidados especiais com a temperatura externa. Na maioria das chocadeiras, solicitam que o ambiente externo esteja em torno de 22°C, porém através do nosso manejo, percebemos que com a temperatura externa em torno de 30°C ainda é aceitável (vejam bem, este é nosso ponto de vista de acordo com nosso manejo e chocadeira. Verifique sempre a instrução de cada empresa). Quando o ambiente externo está superior a 30°C e a umidade externa muito baixa, o equipamento tende a desregular (dentro, a chocadeira não consegue manter os 37.5°C e a umidade estabelecida), portanto deve-se colocar o equipamento em ambiente climatizado ou local com temperatura mais amena. Climatizadores também tem apresentado grande funcionalidade, direcionando o ar climatizado para o equipamento, a temperatura interna se mantém dentro dos 37.5°C, os climatizadores (não são ar-condicionado, climatizadores umidificam o ar e reduzem a sensação térmica) podem ser abastecidos com água gelada e cubos de gelo, favorecendo um ambiente mais agradável. Quando a temperatura está acima de 30°C, utilizamos aqui o climatizador direcionado bem próximo à chocadeira e não tivemos problemas.

      Caso a temperatura interna do equipamento fique, por até mesmo um curto espaço de tempo, fora do padrão estabelecido, ocorrerão a perda total ou da grande maioria dos embriões, por isso a necessidade de ter ambiente climatizado com ar-condicionado ou climatizador portátil. Somente 1 grau acima do ideal, dependendo a evolução do embrião, já é capaz de mata-lo.

      Quando o filhote está prestes a nascer, cerca de três dias antes, deve-se retirar os ovos da rolagem automática e aumentar cerca de 5% a umidade, porém se houver ovos com diferentes datas de incubação (o que é normal na grande maioria dos criadouros, pois possuem apenas uma chocadeira), deve-se aumentar a umidade apenas 2 ou 3%, fazendo com que haja uma um equilíbrio. Após o nascimento, deve-se voltar à umidade para o recomendado. Porém, tecnicamente, o indicado é que um criadouro possua mais que uma chocadeira, justamente para que esse procedimento seja feito de maneira correta, ou seja, quando o filhote está prestes a nascer, deve ser feito o remanejamento dos ovos. Mas, aqui utilizamos uma única chocadeira e o procedimento tem se mostrado eficaz.

      Mas, não pense que com a chocadeira você vai ter sucesso absoluto! Pois chocadeiras devem ser utilizadas por criadores com certo conhecimento em criação, principalmente depois que os filhotes nascerem e forem tratados no bico desde os primeiros dias de vida. Portanto, no caso dos psitacídeos não veja a chocadeira como uma máquina de reprodução, veja apenas como um acessório para ajudar na sua criação.

     Ainda neste tema sobre chocadeira, notamos que existem muitos criadores que pensam muito em retorno financeiro, pois querem forçar o casal para reproduzirem em grande escala. Colocam os ovos em chocadeiras ou em outros casais exclusivamente com o intuito de forçar o pássaro a fazer novas posturas sem pensar no desgaste físico das fêmeas.  Qualquer pássaro, tem um ciclo de reprodução e para estimular é necessário que o ciclo seja completo (postura, choco, alimentação de filhotes), pois se ocorrer sempre o remanejamento, o casal pode perder o instinto materno. Como falamos acima, a chocadeira é um acessório para ajudar na reprodução, não para substituir a reprodução. Há casos, como criação em larga escala de galinhas e codornas que as chocadeiras são utilizadas para este fim, mas no caso de aves exóticas, devemos ter a consciência e respeitar a reprodução do pássaro, pois criamos para ver todo o processo, para aprender a cuidar e sempre buscar fornecer o melhor, mantendo o bem-estar dos pássaros. Todo criador que se preze, cria inicialmente porque gosta, não por causa de fins lucrativos, isso é consequência.

     

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   Na chocadeira artificial e também na incubação natural, deve-se fazer a ovoscopia, que podem ser feitas com lanternas (hoje, lanternas de LED com fim específico para isso) ou equipamentos próprios chamado de ovoscópio. Para verificar se o embrião está se desenvolvendo dentro do ovo, após o 3º dia já é possível ver o crescimento. O acompanhamento pode ser diário e caso aconteça algum problema (morte do embrião), deve-se retirar da chocadeira ou do ninho, evitando contaminação dos outros ovos caso haja algum imprevisto.

      Também temos uma U.T.A. (Unidade de Tratamento de Aves), cuja temperatura e umidade também são reguladas digitalmente, para os casos de filhotes que por qualquer motivo forem rejeitados pelos pais ou para criação de aves para “pet”, pois a UTA mantém estável a temperatura para o filhote.

      Sempre que possível, faça higienização da chocadeira com desinfetantes (utilizamos de uso veterinário), para que não se propague bactérias, mofo ou outros problemas que possam ocorrer. Um ambiente higienizado é garantia de sucesso em sua criação, não só na chocadeira, mas em todo ambiente de criação.

      Abaixo, informações cedidas gentilmente por Jorge Vogt, sobre problemas e soluções quanto a incubação artificial e também alimentação dos filhotes:

PROBLEMAS POSSIVEIS  CAUSAS SOLUÇÕES
– Ovo infértil.  – Não fecundado. – Remanejar matrizes.
– Melhorar alimentação.
– Morte no inicio (circulo de sangue). – Período longo  de armazenagem.  – Tempo de armazenagem não superior a 5 dias.  – Regular temperatura.
– Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Temperatura baixa.
– Morte no meio, ou seja, com mais de 40% de incubação. – Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Temperatura baixa.
– Doença infecciosa. – Fazer exames do plantel.
– Viragem incorreta. – Inspecionar o funcionamento das chocadeiras.
– Excesso de selênio na alimentação. – Fornecer alimentação equilibrada com vitaminas/minerais na medida certa.
– Deficiência de Vit. E.
– Ovos infectados. – Higienização adequada dos ovos.
– Fatores genéticos. – Selecionar matrizes com excelente porte e evitar a consangüinidade.
– Morte no final. – Umidade alta. – Regular umidade. 
– Umidade baixa.
– Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Temperatura baixa.
– Doença infecciosa. – Fazer exames do plantel.
– Viragem incorreta. – Inspecionar o funcionamento das chocadeiras.
– Demora para nascer. – Umidade alta. – Regular umidade. 
– Umidade baixa.
– Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Temperatura baixa.
– Nascimento prematuro. – Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Filhotes fracos. – Umidade baixa. – Regular umidade. 
– Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Filhotes inchados. – Umidade alta. – Regular umidade. 
     
– Dedos tortos. – Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Temperatura baixa.
– Pescoço torto. – Dificuldade para sair do ovo. – Regular umidade. 
– Umidade baixa.
– Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Pernas abertas. – Temperatura alta. – Regular temperatura.
– Substrato da nascedoura muito liso. – Usar como substrato uma tela antiderrapante.

 

 Tabela de Alimentação de filhotes.
Idade  (dias) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 25 30 40
Nº de trato 8 8 8 8 8 5 5 5 5 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3 3 3 3
Temperatura (Cº) 37 37 34 34 32 32 32 30 30 30 30 30 30 30 26 26 26 26 26 22 22 22 22
Local (*) uta uta uta uta uta uta uta cx cx cx cx cx cx cx cx cx cx cx cx ga ga ga ga
Substrato (**) pa pa pa pa ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce ce
* Uta (uta), Caixa box  (bx), Gaiola (ga)
** Papel toalha (pa),  Cepilho (ce)

 

Curiosidades:

      - As Cacatuas são extremamente carentes de atenção. Se não tiverem o carinho necessário podem apresentar desvios de comportamento como depenar a si mesmas e fazer mais barulho do que o de costume.

     - Um sexto das espécies do mundo de “bico-torto” são de origem australianas.

     - Os psitacídeos são compostos por aproximadamente 360 espécies de 80 gêneros que inclui aves muito populares como os Papagaios, Periquitos, Calopsitas, Araras, Maracanãs, Forpus, Cacatuas entre diversos outros.

     - As principais características dessas aves Psittaciformes é o formato do bico encurvado onde a mandíbula superior recurva sobre a inferior, adaptação que a Natureza fez permitindo à perfeita alimentação a base de sementes e frutas.

      - Psitacídeos são normalmente muito coloridas e algumas espécies são capazes de aprender a reproduzir alguns sons de fala humana. Os Psittaciformes têm distribuição geográfica vasta, ocupando as regiões quentes e temperadas de todos os continentes. A maior biodiversidade do grupo encontra-se na Oceania, América Central e América do Sul.

      - Os psitacídeos são algumas das aves mais inteligentes e que possuem o cérebro mais desenvolvido. Quando criadas à mão, facilmente se tornam mansos e excelentes animais de estimação para toda a família. Têm a capacidade de imitar com grande exatidão todos os tipos de sons, incluindo palavras.

      - Chocadeiras: Uma revista publicada na Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial descrevia uma chocadeira como uma "caixa de madeira com água quente e uma cortina". Uns dos primeiros métodos de incubação incluíam o calor do esterco apodrecido para aquecer os ovos. Os egípcios tinham um método melhor para chocar que usava uma construção cilíndrica com fogo em sua base. Os ovos que estavam chocando eram colocados em um cone invertido que era parcialmente coberto em cinzas, mas isso impedia a chuva de entrar. No ano 400a.c., Aristóteles registrou que as mulheres da Grécia na época colocavam os ovos sob seus seios para mantê-los aquecidos. Chocadeiras automáticas só foram inventadas por Reamur no ano de 1749 em Paris. A primeira máquina comercial foi feita por Hearson no ano de 1881.

      - Pimentas: Em meados dos anos noventa, os cientistas começaram a se perguntar como estas espécies de aves conseguiam consumir muitas variedades de pimentas sem reagir ao sabor picante e pungente produzido por uma substância presente nestes vegetais, chamada capsaicina. Alguns estudiosos chegaram à conclusão que este comportamento poderia estar relacionado à quantidade de papilas gustativas nas aves, que é infinitamente menor que em outros animais. Os humanos possuem aproximadamente 9.000 papilas gustativas, enquanto os papagaios possuem 350, os frangos, 24 e os pombos, 37. Não se sabe, no entanto, se as aves não sentem o sabor picante das pimentas ou ainda se são afetadas de forma diferente por este sabor, quando comparadas aos mamíferos, por exemplo. As pimentas são alimentos ricos em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio e por este motivo possuem fortes propriedades antioxidantes e protetoras. Além disso, possuem pigmentos vegetais que previnem o câncer. Hoje já são classificadas como alimentos funcionais, por possuírem componentes que preservam e promovem a saúde. Ao utilizar a pimenta na alimentação de aves, é importante ter o cuidado de não oferecê-la em demasia, já que existem relatos de criadores que, utilizando este alimento todos os dias, durante alguns meses, começaram a observar aves com diarreia em seu plantel. Além disso, quantidades excessivas podem apressar as mudas, fazendo com que algumas aves comecem a troca de penas antes do período esperado.

 

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